DOC – Emparelhamento – Pneus de Par Perfeito

Os pneus de carga, aplicados no eixo de tração são emparelhados para receber a mesma distribuição de carga. Como os pneus rodam em uma mesma velocidade, caso houver diferenças no “par de pneus” aplicado, o resultado será um desgaste prematuro, irregular e desigual.

Montagens duplas com desenhos diferentes na banda de rodagem ou com desenhos iguais, mas com diferenças de profundidade de sulco significativas, como um pneu já rodado fazendo par com outro mais “novo”, devem ser evitadas ao máximo. Em se tratando de montagem dupla, no caso de caminhões, ônibus e semirreboques, quando um pneu fura, não raro o veículo roda por algum tempo, às vezes até tempo demais, com ele vazio. Já o pneu “cheio” sofrerá sobrecarga por suportar sozinho todo o peso que incide sobre a posição em que estiver montado. Isso já é suficiente para condená-lo, torná-lo um pneu de risco. A probabilidade de que venha a estourar em algum momento futuro foi determinada nessa ocasião.

De acordo com a Associação Latinoamericana de Pneus e Aros (ALAPA), entre suas regulamentações, determina a diferença máxima de altura que pode haver entre “par de pneus” traseiros, sendo ela de 20 mm. Além disso, é indicado que o pneu de tamanho maior seja montado na parte externa do eixo para compensar o abaulamento das pistas, característica comum das rodovias brasileiras. Neste caso, o pneu mais alto irá suportar mais carga e, consequentemente, sofrerá fadiga maior e acelerada. Irá também rodar uma quilometragem menor, sofrer mais problemas e redução do índice de recapabilidade ao proporcionar um menor número de reformas. O mais baixo e de menor diâmetro sofrerá arrasto e desgaste irregular. O desemparelhamento pode ter diversas causas ou origens e, da mesma forma, diferentes soluções. Em todos os casos, atenção e cuidados constantes são fundamentais. O desemparelhamento pode resultar em perda de quilometragem de até 25%.

Pneus com emparelhamento incorreto, um exemplo do que não deve ser feito:


Os cuidados que devemos tomar para termos um bom emparelhamento ou pneus de “par perfeito” são:

– Medidas/Dimensões dos pneus;

– Modelos/Tipos dos pneus;

– DOTs dos pneus;

– Índices de velocidade e Índices de carga;

– Pressão entre pneus;

– Profundidade de sulcos.

Sempre que as condições relacionadas acimas não forem iguais para os pneus emparelhados a melhor saída é realizar rodízios mais frequentes para os mesmos, caso contrário sempre haverá uma sobrecarga.